+Academia – “Sou o que sou graças aos Ubianos” – Faleiro de regresso à Covilhã

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Decorreu no pavilhão da Anil, no dia 1 de maio, quarta-feira, o Arraial da Cerveja. O terceiro dia de festividades da Semana Académica da Covilhã contou com a presença de mais de 2700 pessoas.  

O evento é essencialmente marcado pelo preço reduzido da cerveja que este ano foi de 30 cêntimos, dez a mais do que nas edições passadas. Ricardo Esteves, membro da AAUBI, justifica a medida: “de forma a garantir um equilíbrio entre a acessibilidade dos preços aplicados aos nossos estudantes, mas sem nunca comprometer a viabilidade financeira do evento, da AAUBI e dos núcleos, a cerveja durante o arraial sofreu um acréscimo de dez cêntimos; por outro lado o imposto sobre o álcool também subiu”. No entanto, este aumento não impediu que o pavilhão enchesse rápido.

A festa começou pela meia noite com a atuação de dois grupos de tunas, “As Moçoilas” e “Já b’UBI & Tokuskopus”.

Virgílio Faleiro foi o nome que animou a multidão durante cerca de duas horas e meia. Organista e acordeonista, com mais de cem espetáculos por ano em todo o território nacional, já é um nome conhecido de todos os estudantes Ubianos, sendo ele o protagonista dos arraiais da cerveja, na Covilhã, desde 2005. Faleiro considera que o convite ser recorrente é uma exigência, “é sinal que confiam no meu trabalho”.

A variedade do repertório musical, nas suas atuações, destaca o trabalho do artista que se mostra sempre bem-disposto para alegrar as festas. Apesar da grande quantidade de alunos estrangeiros que estudam na UBI, Virgílio Faleiro afirma não ter alterado o seu estilo musical – música pimba – e mostrar a estes novos públicos, o que há de melhor em Portugal e não nega que não tende a adequar as músicas ao seu público-alvo. “Cada um tem o seu estilo e o meu é a música tradicional portuguesa, mas acho que consegui fazer a festa” e tem-na feito sempre, desde que começou.

Ao justificar o seu enorme sucesso na Covilhã, Faleiro diz que o seu segredo é “humildade e amizade”. Apesar de o artista ser natural de Belmonte, considera que foi a Covilhã que lhe deu vida.

Questionado sobre a tradição da taça cheia de cerveja presente em todos os seus espetáculos académicos na Covilhã, Virgílio diz tratar-se de uma “imagem de marca” e acrescentando que não existe nenhum motivo em especial. “Antigamente bebia tudo, mas hoje ajudam-me a bebê-la, o que ainda se torna mais bonito, porque agora partilho”, salientou Faleiro.

A noite seguiu-se com o grupo “I Love 90’s” que passaram os êxitos musicais da década.

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