+Academia: Estão anunciados os vencedores da XVI Edição do FESTUBI

Foi ao som da banda dos Três Bairros que se iniciou o concurso das tunas, na 16ª edição do FESTUBI – um festival de tunas académicas organizado pela Desertuna (UBI). No dia 13 de abril, a lotação esgotou no Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde. Desde a guitarra, ao cavaquinho, da flauta aos instrumentos de percussão, a música foi a principal atração da noite. O festival recebeu quatro tunas masculinas de Lisboa, Coimbra e Porto.

A Tuna Académica do Instituto Superior de Engenharia do Porto, ISEP, foi a primeira a atuar. Diretamente da cidade invicta, o grupo de rapazes mantém-se fiel ao lema “Diverte-te a ti mesmo e só depois os outros”. A TAISEP levou para casa os prémios de Melhor Serenata e Tuna Mais Tuna.

Apaixonados pela música e tradição Coimbrã, a Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra veio até à Covilhã para representar a sua cidade. A TMUC foi a vencedora do prémio Melhor Original.

A segunda Tuna mais antiga da cidade do Porto, a Tuna de Engenharia da Universidade do Porto, realizou a terceira atuação da noite. A TEUP conquistou o prémio de Melhor Porta Estandarte e Melhor Pandeireta.

A Tuna Académica de Lisboa (TAL) foi a grande vencedora do FESTUBI e também do Melhor Solista, Instrumental e Pasacalles. Mais importante do que o prémio é o ambiente que se vive em cima e fora do palco.

O magíster (representante) da TAL, Miguel La Féria, explica que o essencial é encontrar o bem-estar do grupo, antes de se entrar em palco. Acrescenta ainda: “o prémio obviamente deixa-nos muito felizes, porque é um reconhecimento externo daquilo que fazemos dentro do nosso grupo, mas ficamos muito contentes por apenas poder viajar pelo país e tocar nos concertos”.

No ano passado não foi possível realizar-se o FESTUBI. Devido à falta de um espaço físico, não se reuniram as condições necessárias para uma nova edição. Um ano depois, ter a casa cheia foi a sensação de dever cumprido, para a organização.

Magíster da Desertuna, Rafael Rodrigues, salientou algumas das dificuldades na realização do evento, não só pela inexperiência dos vários ajudantes, como também devido à alteração do local do evento. Ainda assim, os resultados fizeram valer apenas todos os esforços, como explica Rafael: “Esta edição foi especial porque conseguimos reunir muitos tunos, que já estão fora da Covilhã, foi muito bom poder partilhar o palco com eles. Ver que a sala estava completamente esgotada, com muitas pessoas de pé, foi algo espetacular, e algo que nos faltou o ano passado, e ainda bem que pudemos voltar a tê-lo.”

Os prémios do concurso foram atribuídos por vários júris. O festival, que teve a duração de dois dias, iniciou-se com uma noite de serenatas, na sexta-feira, na Praça do Município. No sábado, o pasacalles ocupou a tarde, e a noite terminou com a Festa da Raposa.

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