+Academia: À CONVERSA COM O DESPORTO: Vasco Figueiredo, Natação

A 4 anos de trocar a touca da natação pela de médico, este futuro Doutor já ganhou competições nacionais antes de chegar à faculdade. Vasco tem 20 anos e acredita que até acabar Medicina, pode conseguir trazer uma medalha para esta instituição.

«A nível pessoal foi muito bom, até porque só fiz 1 segundo a mais do que o meu record que foi estabelecido há 6 anos atrás. A nível colectivo, a AAUBI tem de estar satisfeita com o nosso desempenho. »

Como surgiu a natação na tua vida?
– Sempre fiz natação, desde pequeno. Comecei nas aulas, mas depois fui progredindo até entrar na competição. Competi durante muitos anos, mas quando entrei no secundária tive de deixar por causa da carga horária. Quando cheguei à faculdade disseram-me que havia equipa e decidi experimentar.

Antes da entrada na faculdade, já tinhas ganho medalhas?
– Sim. No meu primeiro ano de competição, fui vice-campeão nacional. Mas tarde fiz parte de uma estafeta onde me sagrei bi-campeão nacional.

Vasco, aqui no Industrial Desportivo Vieirense

Como chegou até ti a informação que existia uma equipa na universidade?
– Na realidade, entrei no desporto universitário por pressão da minha colega de casa, porque ela já estava e perguntou-me “mas porque não entras também?”. Foi por aí.

Qual o estilo que consideras o teu forte? E tens ídolos?
– Natação livre. Como ídolos tenho o inevitável Michael Phelps e a Katinka. Como portugueses não sei, mas nomes como o Diogo Carvalho e a Diana Durães que vai agora aos jogos olímpicos.

Diogo Carvalho, vencedor do bronze nos 200 metros estilos nos Europeus de Pista Curta de 2013 e 2015

Como é conciliar medicina com o desporto?
– É difícil, até porque as minhas frequências são sempre à sexta e os treinos à quinta. Mas é aquele desanuviar para depois voltar aos estudos e até com mais rendimento.

Como correram os CNU’s este ano?
– Em termos individuais, não correram bem, não fiz grande classificação mas também não fui para mais. Mas a nível pessoal foi muito bom, até porque só fiz 1 segundo a mais do que o meu record que foi estabelecido há 6 anos atrás. A nível colectivo, a AAUBI tem de estar satisfeita com o nosso desempenho.

Acabando a faculdade, achas que é possível continuares no desporto?
-Talvez. De forma tão regular provavelmente não, devido a carga horária, fazer bancos de horas e trabalhar noites… Mas não sei logo se vê.

A 4 anos do fim, pensas continuar sempre no desporto universitário? E trazer uma medalha?
– Sim, enquanto conseguir conciliar tudo, sim. Em relação à medalha, é mais difícil mas não sei. (risos)

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